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Asfixiante austeridade Versão para impressão
Sexta, 16 Novembro 2012 01:55

os«Asfixiante austeridade» é como entendem os nosso bispos a presente situação de muitos cidadãos portugueses envolvidos na presente crise. Para superá-la a Conferência Episcopal pede «cultura do diálogo»  e mais explicação das medidas tomadas, una vez que ela já não é meramente financeira ou económica, mas também já social. Transcrevemos a notícia apresentada pela Agência Ecclesia:

Fátima, Santarém, 15 nov 2012 (Ecclesia) – A Conferência Episcopal Portuguesa (CEP) manifestou hoje a sua preocupação perante as consequências da austeridade sobre a população e apelou a uma “cultura do diálogo” para superar a atual crise económica.

“(Os bispos) alertam quem tem a nobre missão de governar o nosso país para uma justa aplicação das medidas com vista à recuperação da economia e finanças, em que sejam poupados os que já vivem sob o peso de asfixiante austeridade”, refere o comunicado final da assembleia plenária do organismo, que decorreu em Fátima, desde segunda-feira.

O órgão máximo do episcopado católico em Portugal pede a “prática de uma cultura do diálogo e da procura do bem comum, ultrapassando individualismos pessoais ou de grupo”, para que se superem “protagonismos e querelas sociais e políticas que, sem nada solucionar, criam um clima que dá a sensação de impasse ou de continuação indefinida da crise atual”.

bispoNeste sentido, a CEP destaca a “importância da explicação, clara e prévia, das medidas que se tomam e das razões que as determinam”.

D. Manuel Clemente, vice-presidente do organismo episcopal, frisou em conferência de imprensa a importância de "dar a cada um o que lhe é devido", com atenção a "quem mais precisa", e a necessidade de maior "pedagogia social" para que se possam entender os problemas que afetam a sociedade.

O bispo do Porto condenou ainda a violência que se verificou esta quarta-feira diante do Parlamento, após uma manifestação de protesto em dia de greve geral, sublinhando que estes atos são "uma injustiça" pelos danos que provocam.

"Perdemos todos (...), a violência é sempre perdedora e enfraquece as causas, nunca é meio para nós resolvermos os assuntos", referiu.

Os membros do episcopado dizem sentir como seus os “os sofrimentos e angústias dos que padecem mais duramente as consequências da atual crise” e precisam que a solidariedade da Igreja Católica se tem manifestado “sobretudo no cuidado aos mais débeis e necessitados, vítimas de antigas e novas pobrezas, através de múltiplas obras e iniciativas no campo social e caritativo”.

desemprego3Os bispos elogiam ainda os que, “nesta presente difícil situação”, são “criadores de emprego e promotores de desenvolvimento”, bem como “as famílias solidárias que acolhem e ajudam os seus membros mais debilitados, particularmente por desemprego ou incapacidade de pagarem os empréstimos”.

As felicitações estendem-se ainda aos que trabalham em obras de assistência e promoção social, “quer da Igreja, quer da sociedade civil, muitas vezes em voluntariado, oferecendo pão e amor, essenciais para uma vida digna”.

O documento final cita o arcebispo de Braga, D. Jorge Ortiga, que como presidente da Comissão Episcopal da Pastoral Social e da Mobilidade Humana, “expressou solidariedade com o grande número de pessoas que se veem obrigadas a abandonar o País, optando pela emigração”.

OC