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Governar para gente Versão para impressão
Sexta, 26 Julho 2013 17:39

afliçãoOs limites estão aí

A situação do país é escaldante. Obviamente que não para todos. Mas para muitos já é demais. O Prof. Alfredo Bruto da Costa, na sua qualidade de cidadão e de sociólogo, escreveu no jornal "Público" de 25 de Julho um artigo em que analisa a situação.

Há os que têm um quota elevada de responsabilidade, mas que souberam garantir os ganhos que, sem olhar a nada, conseguiram arrebatar; há os que vão sentindo a violência da expoliação progressiva dos valores pecuniários que pensavam garantidos, mas que ainda dão para gerir a vida com a introdução de várias restrições; mas há ainda – e são muitos – os que começam a não ter qualquer capacidade de manobra para gerir os compromissos normais e correntes, mas irrenunciáveis: aquele mínimo de qualidade na alimentação, nos cuidados de saúde, as despesas correntes com aquilo que não se pode pôr de lado.

É preciso tomar consciência de que há quem não possa tratar os dentes, sob pena de não pagar a água ou a luz; quem vá reduzindo a dimensões perigosas a curto prazo os gastos com a alimentação; quem vá restringindo as suas idas ao hospital ou centro de saúde, porque com isso seguramente vai trazer receitas que acarretam despesas acrescidas (tanto mais que aí também os cortes já nos fazem mais próximos dos países mais pobres). Como se lê num cartaz que circula nas redes sociais “Acabou a crise. Agora começa a miséria”. Já ultrapassámos os limites da austeridade; entramos no campo da injustiça e da iniquidade.

A coesão social vai-se esbatendo progressivamente. Os que se dedicaram à governação exercem uma nobre missão, desde que garantindo o bem de todos, partindo da justiça e da equidade. Essa nobreza não lhes dá o direito de fazerem jogos de poder à custa daqueles que estão no limite das suas possibilidades. A autêntica sabedoria talvez os ponha a falar menos, a discutir o que o merece, e a agir mais articuladamente com os outros, todos conduzidos pelo bem coletivo.

O Prof. Alfredo Bruto da Costa faz, como cidadão, a sua análise da situação. Pode ajudar-nos a entender melhor a verdade que se busca para que se encontrem soluções que nos devolvam a confiança e a esperança. Apresentamos o artigo que saiu no Público de 25 de Junho “Governar para gente