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A propósito dos ciganos Versão para impressão
Domingo, 26 Setembro 2010 22:40

Onde está o problema ?

20100926_ciganosDe novo se levantou a polémica sobre os ciganos. Agora de uma forma acesa em França com as medidas do Governo Sarkozy. As reacções não se fizeram esperar: em França, dentro da Comissão Europeia, a nível da Comissão dos Direitos Humanos da ONU, obviamente entre as autoridades romenas; o Vaticano reagiu e reafirmou a igual dignidade e o consequente respeito por todos; ainda há dias os nossos deputados foram confrontados com o acontecimento.

 

Mas, ainda antes destes episódios a questão foi nossa: o Conselho da Europa interpelou o Governo português relativamente a medidas assumidas para com a comunidade cigana; também por causa do realojamento de 50 famílias ciganas no Bairro das Pedreiras, em Beja, escondido por um muro de três metros de altura e um quilómetro de comprimento, o Bispo local manifestou que a questão não se resolve com muros de betão.

Na realidade a construção de muros físicos vai-se tornando cada vez mais corrente neste mundo do progresso: foi o "Muro de Berlim" 20100926_muroque felizmente já caiu, são os muros a separarem palestinianos e israelenses, é o muro que os americanos vão levantando nalgumas partes da fronteira com o México. Mas são também os nosso muros mais pequenos que nos vão isolando dos outros, sobretudo daqueles que não têm o nosso estatuto, e cuja expressão mais corrente se encontra nos "condomínios privados" que vão surgindo à medida em que vão crescendo bairros "malditos" habitados por gente que não queremos ver, a não ser trabalhando para o nosso bem-estar. E, para além destes, há outros: os muros psicológicos do preconceito, da racionalidade superficial, do medo de perder o estatuto.

Olhar de frente, identificar e assumir

Há, no entanto, razões sérias que explicam um fenómeno que diz respeito não a um grupo, mas a todos nós. Querer simplificar a questão em nada contribui para a solução. Há que olhá-la de frente, identificá-la em todas as suas dimensões e depois assumir o que se afigurar como adequado. Frequentemente não é isto que acontece. Simplifica-se, escolhe-se um bode expiatório e entra-se em qualquer corrente que nos dá a sensação de estarmos melhor.

Estamos fundamentalmente numa situação de ausência de cidadania, visível, a título de exemplo, na vandalização dos espaços públicos e no incumprimento das obrigações de quem partilha espaços colectivos; ainda, ao mesmo tempo, na ausência de autoridade do Estado que, por alheamento, desconhecimento, falta de vontade ou incapacidade para enfrentar as exigências da sua missão, faz de conta que não vê, aplica alguns paliativos e, logo que pode, passa a batata quente para outras instâncias. Por isso muitos dos problemas que nos são mostrados como típicos dos bairros sociais vão surgindo noutros bairros não sociais, onde a situação é idêntica. Não é preciso ir aos bairros "críticos" para encontrar portas de entrada que de nada protegem, utilização de espaços comuns por quem lá não habita, elevadores avariados há anos porque o condomínio não tem dinheiro para os mandar reparar uma vez que os moradores se recusam a pagar. Nestas situações, sejamos francos, ninguém gostaria de aí viver. Por isso o êxodo de muitos que, desencantados com este país do salve-se quem puder, procuram noutros espaços o que ali tinham o direito de esperar. Temos uma lei que prevê essas situações; mas por uma burocratização irracional aliada à falta de celeridade torna-se inóqua e provoca o descrédito das instituições publicas.

"Os ciganos são a nossa salvação"

20100926_cigapelacÉ verdade que a cidadania exige uma caminhada longa e por vezes lenta. Há problemas que demorarão gerações a se esbaterem; quanto menos se andar, tanto mais nos farão cerco. Curiosamente Miguel Esteves Cardoso escrevia há dias no Público dizendo que eles (os ciganos) "são a nossa salvação e tê-los entre nós lembra-nos que somos livres, caso tivermos a coragem de pensar nisso". Pode haver muitos caminhos, mas dum ninguém nos livra: uma maior educação para a cidadania e um Estado que a promova, apoiando o esforço dos cumpridores e ajudando com determinação os prevaricadores a assumirem as regras do jogo num país que sabe o que quer.

P. Valentim Gonçalves, CJP-CIRP
(publicado no VV 26.09.2010)