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Wangari Maathai Versão para impressão
Quinta, 29 Setembro 2011 22:14

MahataiUma visionária africana

Faleceu no passado domingo, dia 25 de Setembro, Wangari Maathai, a primeira mulher africana a ser galardoada com o Prémio Nobel da Paz. "É com grande pesar que a família da Professora Wangari Maathai participa o seu falecimento no hospital de Nairobi depois de uma prolongada e valentemente assumida luta contra o cancro. O seus entes queridos estavam com ela nesse momento." Assim consta na pagina do "Green Belt Movement".

Esta activista queniana foi também a primeira mulher da África Leste e Central a conseguir o doutoramento e ser professora na Universidade de Nairobi. Em 1977 fundou o "Green Belt Movement" (Movimento Cintura Verde"), uma organização não governamental que combinou duas vertentes como o coração do movimento: a igualdade da mulher e o cuidado pela natureza no seu país. Ensinando as mulheres a plantar árvores Maathai Wangari esperava dar-lhes um maior controle sobre as suas vidas, proporcionando-lhes algum dinheiro pelas árvores plantadas, ao mesmo tempo que puxava para a frente o combate para estancar a deflorestação e a consequente erosão dos solos que se alargava em África. Graças ao seu esforço o Movimento plantou milhões de árvores, um comportamento que cativou outros povos vizinhos como a Tanzânia, Uganda, Malawi, Lesotho, Etiópia, Zimbabwe e outros.

Em 2004 recebeu o Prémio Nobel da Paz por causa da sua "sua forma única de ação que contribuiu para chamar a atenção para a opressão política". Recebeu ainda muitos outros prémios referentes à sua luta pela conservação do ambiente e pelos direitos humanos.

Os responsáveis das Igrejas cristãs no Quénia uniram-se em homenagem a Wangari Maathai, reconhecida como uma lutadora pelo que mais valioso existe e que é a pessoa humana e o adequado ambiente em que se encontra.

O arcebispo católico de Mombaça, D. Boniface Lele, disse: "Espero que o seu espírito seja seguido outros. Ela era uma pessoa muito prestável, que queria que os outros vivessem em paz e harmonia". Por sua vez o moderador da Igreja presbiteriana David Gathanju referiu que ela "ofereceu-se mental e fisicamente para salvar a criação de Deus através dos seus esforços de conservação. O arcebispo anglicano Benjamin Nzimbi recordou "uma líder forte e consistente, em especial no cuidado pelo meio ambiente". Também um outro Prémio Nobel da Paz, o arcebispo Desmond Tutu prestou a sua homenagem a Maathai apresentando-a como "uma autêntica mulher africana visionária" e ainda como "uma voz orientadora no continente", uma "verdadeira heroína africana".