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Blasfémia Versão para impressão
Quinta, 08 Setembro 2011 22:45

Asia Bibi, condenada à morte por um copo de água

anne-isabelle_tolletAsiaBibiRealizou-se ontem, dia 7 de Setembro, o lançamento do livro da paquistanesa que há dois anos espera pela ordem de enforcamento, escrito em colaboração com a jornalista francesa Anne-Isabelle Tollet, uma edição da Aletheia Editores, com o apoio da Fundação Ajuda à Igreja que sofre. Mais do que um livro, trata-se de uma causa para a qual através do mesmo se quer sensibilizar os portugueses e a opinião mundial para um alerta contra o inaceitável.

 

O livro, escrito pela própria Asia Bibi com a colaboração da jornalista francesa, Anne-Isabelle Tollet, dá-nos o relato impressionante desta paquistanesa que há dois anos espera pela ordem de enforcamento, simplesmente por ter ousado partilhar um copo de água com outras mulheres.

Uma aldeia no centro do Paquistão, perto de Lahore. A temperatura chega aos 40º C e as mulheres trabalham nos campos. Entre elas está Asia Bibi.
Asia tem sede. Ela tira um balde do fundo do poço, despeja um pouco de água numa velha xícara de metal e bebe até ao fim. Enche de novo a xícara e oferece-a a outra mulher a seu lado. É nesse momento que assina a sua sentença de morte.
Asia é cristã e a chávena de metal pertence às suas amigas muçulmanas. Ao mergulhar de novo a chávena no balde depois de ter bebido nela, Asia sujou a água. Depressa se começou a falar de blasfémia. Asia é condenada, sentenciada à morte. Por enforcamento. Tudo por um copo de água.
Há já dois anos que Asia está na prisão, à espera de ser executada.

Saalman_TaseerShanbaz_BhattiQuer o governador Salman Taseer quer o ministro para as Minorias Shanbaz Bhatti, que a tentaram ajudar, estão agora mortos – assassinados. Estes acontecimentos chocaram e indignaram o mundo inteiro – o Papa Bento XVI falou publicamente em apoio a Asia e Bhatti chegou a encontrar-se com Hillary Clinton antes da sua morte, para discutir o caso.
Hoje, somente o marido e o advogado conseguem vê-la, em condições muito difíceis e apenas através de um ecrã.
Asia Bibi escreve-nos do fundo da prisão. Nos últimos meses, por detrás das grandes paredes da prisão onde Asia vive em condições sub-humanas, pessoas sem nome (para protegerem a própria segurança) ajudam a passar a sua palavra cá para fora. Asia Bibi está a pedir ajuda. Durante este tempo, e sempre que as condições de segurança o permitiram, cada capítulo do manuscrito foi-lhe apresentado. O texto deste livro contém o seu total acordo e apoio à sua publicação

Este é um relato extraordinário na primeira pessoa, um pedido de ajuda tocante. Asia Bibi tornou-se um símbolo de tudo o que desde sempre nos faz indignar e mobilizar.

(da contracapa do livro)