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Onde encontrar o Reino de Deus ? Versão para impressão
Sábado, 21 Julho 2012 22:44

D.Tutu1Uma visita que nos ajudou a pensar

“O Reino de Deus não é uma questão de comida ou bebida, mas é justiça, paz e alegria no Espírito Santo” (Rom 14,17).
Não é uma questão de comida ou bebida; mas não as exclui: aliás comer e beber constitui o suporte da vida das pessoas. Quando inacessíveis, surge a degradação ou a morte.

E se hoje temos uma minoria detentora da maioria dos bens da terra, isso significa que o destino universal desses bens está impedido de se realizar. Este é um dos pontos fulcrais da doutrina social da Igreja: todos têm direito à propriedade; mas essa está onerada por uma função social: “a terra que Deus deu a todo o género humano deve sustentar todos os seus membros sem excluir nem privilegiar ninguém”, diz a Encícica Centesimus Annus. Na origem do escandaloso e indefensável desequilíbrio no acesso aos bens essenciais não está o plano de Deus, mas pelo contrário as injustiças que provocam a instabilidade e os conflitos e que tiram a alegria de viver aos indivíduos e à sociedade em geral.

Quando o torto parece direito
finnanças2finanças1Interrogando-nos sobre as tremendas desigualdades, tanto a nível local como global, chegamos à conclusão de que o Evangelho e as exigências que dele advêm  ainda não ocuparam o lugar de primazia na vida e nas opções dos que levam consigo o nome de Jesus. O nosso país é um caso típico: com uma grande maioria cristã e católica sempre tem mantido elevados níveis de desigualdade e de injustiça. E o pior é que isso é assumido como normal.
As dificuldades do momento só têm vindo a acentuar o mal que já estava presente, mas que agora se revela com toda a crueza: uma sociedade marcada pelos privilégios de alguns e pela fragilidade de muitos. E o pior é que não é fácil identificar as razões desse desequilíbrio; essas facilmente são escamoteadas ou justificadas pelo poder do dinheiro, da influência, do poder corporativo que tem armas para se defender e meios para atacar. Em fins de Junho passou por Lisboa o arcebispo anglicano Desmond Tutu, Prémio Nobel da Paz em 1984 e uma figura marcante na luta contra o injustificável apartheid, que nos recordou uma verdade que dá nome ao seu livro “Feitos para a bondade”: foi para a bondade que nascemos e só caminhando nessa linha poderemos realizar os nossos anseios, ameaçados constantemente por diversos perigos. Os privilégios são um deles. A propósito escreve:  “Cada privilégio adotado sem objeção fazia com que o privilégio seguinte parecesse ainda mais um direito adquirido. A cada nova medida consentida, o instinto para o bem era mais corroído. A cada nova medida consentida, o hábito de escolher o mal era aprendido e interiorizado”.

É preciso educar para a bondade
academia UbuntuMandelaCom salários cada vez mais reduzidos, com bens de primeira necessidade mais caros, com cuidados de saúde mais inacessíveis, com um sistema de ensino mais enfraquecido estamos numa rota de empobrecimento crescente. Por outro lado as remunerações escandalosas de uns poucos e a justificação da fuga aos sacrifícios coletivos por parte de uns tantos, acompanhado por um debate político em que a conquista do poder sobressai e ofusca a prossecução do bem comum, deixam-nos perante um desafio à lucidez, ao bom senso, mas também à manifestação de repúdio pela falta de respeito pelo cidadão, transformado em peão de jogo e não em sujeito de atenção para que ele possa também responsavelmente participar na construção do bem comum. Esta situação reflete a ausência do valor fundamental para a humanidade e que está na base de toda a religião: a educação para a bondade. Escreve DesmondLuther King Tutu: “Somos feitos para a bondade. O mal e o crime são aberrações. A norma é a bondade”. E o exemplo da sua vida envolvida nas lutas contra o mal, seja ele institucionalizado, seja aquele que se aninha no coração humano, dão-lhe uma autoridade que leva a acreditar na humanidade ainda que sentimentos impulsivos de tantos o pareçam negar. Só com esta lucidez e esta força é que se compreende a sua posição na Comissão Verdade e Reconciliação, que conduziu a evitar o que frequentemente acontece: transformar um risco de banho de sangue e de destruição num momento de reconhecimento da verdade, de humildade e de compaixão, muito de acordo com a sabedoria Ubuntu, da qual ele, Nelson Mandela e Luther King são  luminares.

Para nós europeus, desorientados e desentendidos, só nos poderia ajudar esse olhar de sabedoria, que se identifica com o coração do Evangelho.

P. Valentim Gonçalves, CJP-CIRP
(publicado no VV 22.07.12)